Programa Reabilitação de tamanduá-bandeira
A reabilitação de tamanduá-bandeira no Instituto Jurumi, associada ao projeto Vida de Tamanduá, é realizada em colaboração com o Cetas-DF (Centro de Triagem de Animais Silvestres do Distrito Federal), vinculado ao Ibama.
O processo foca na recuperação física com estudos comportamentais para
avaliar e assim permitir que o animal possa retornar à natureza nas melhores condições possíveis, com autonomia animal. Os indicadores para avaliação comportamental no Programa têm por base os estudos com animais observados na natureza.
A seguir, conheça etapas do processo de reabilitação no Programa:
● Tratamento inicial: O processo geralmente inicia com o atendimento no Cetas-DF, que em casos mais graves, pode ser encaminhado a ambientes clínicos, a exemplo de conflitos com cães e por atropelamento.
● Recinto de Reabilitação: Durante a recuperação, os animais são mantidos em recintos que simulam o habitat do Cerrado e a natureza. O local tem terra, plantas, folhas, pedras, água, luz natural e presença de insetos que vivem naturalmente no local. Já a alimentação é oferecida com o mínimo contato humano para evitar a domesticação (imprint), promovendo os comportamentos típicos da espécie.
● Preparação para Soltura: O período ideal para a soltura ocorre na fase adulta, principalmente para animais com a entrada enquanto eram filhotes ou jovens. Dessa forma, o animal já possui tamanho e desenvolvimento adequados para sobreviver sozinho.
● Monitoramento Pós-Soltura: Esta é uma fase crucial e mais complexa do processo, onde o Instituto Jurumi também trabalha diretamente. O animal é equipado com um colete de monitoramento (com rádio transmissor e GPS) para que a equipe acompanhe sua readaptação, movimentos e saúde em vida livre.
Recinto de reabilitação com terra, plantas, folhas, pedras, água, luz natural e insetos.
Assim, a reabilitação de tamanduá-bandeira no Instituto Jurumi pode ser dividida em básica, intermediária e avançada.
Na fase básica, a fase de maior controle e complexidade moderada no processo, acontece a internação animal e cuidados clínicos. Com a alta, o animal vai à fase intermediária, de controle e complexidade moderados.
Realizada num ambiente seminatural, o animal é avaliado e acompanhado por equipe especialista para o tratamento e para restaurar as habilidades comprometidas ou condições físicas desgastadas.
Com acompanhamento, avaliação e considerações de caso, o animal pode ir para a parte avançada, que acontece em plena natureza, com todas as possibilidades.
É na fase avançada da reabilitação, de menor controle e alta complexidade, que o animal poderá se aprimorar de forma plena e atingir a melhor performance que consegue e seguirá em acompanhamento.
Todas as etapas têm características e desafios e podem ser combinadas em algum momento do processo de reabilitação. A integração entre as partes da reabilitação possibilita melhor atendimento dos animais com informações para o manejo.
O processo de reabilitação da espécie é possível a partir de parcerias que precisam considerar características e respeitar cada animal, com o objetivo do reencontro deles com a natureza.
Redação Rodrigo Viana / Instituto Jurumi


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