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Conflito entre tamanduás e cachorros

Essa semana passamos por uma nova ocorrência de interação entre cachorros e tamanduá. 

Um tamanduá adulto estevem em conflito contra, pelo menos, 5 cachorros domésticos, dentro da Flona de Brasília. A ocorrência foi observada por integrantes do Corpo de Bombeiros na Unidade de Conservação ontem, dia 05.


Ainda que ferido, foi necessária a participação de seis pessoas para prestar um primeiro atendimento, em uma área de acesso complicado em razão da vegetação e do solo instável, numa região alagável. Ele é um macho adulto, grande e forte. O animal foi contido, com cuidados para não gerar mais ferimentos. Ao mesmo tempo ninguém da equipe envolvida teve intercorrências em função do resgate realizado. 

O tamanduá sobreviveu aos ferimentos e foi resgatado pela brigada florestal do ICMBio, lotada na Flona. Então, técnicos do Cetas-DF/Ibama realizaram a triagem do animal ao Hospital do Zoo Brasília. Lá, o animal foi examinado e tratado. Os ferimentos foram principalmente na cauda.




O tamanduá em observação entra para as estatísticas de problemas com cachorros em áreas de conservação. Esse é o terceiro caso do tipo em 2025 no projeto Vida de Tamanduá, do Instituto Jurumi. Os dados obtidos são importantes para medidas e políticas públicas em apoio à natureza e à defesa da fauna.

Um problema 

A presença de cachorros domésticos em Unidades de conservação abre caminho para um problema como esse. Os cachorros agem por instinto e quando formam matilhas, podem perseguir animais silvestres em ambientes naturais. Qualquer animal silvestre pode ser confrontado por cachorro doméstico, que passa a ser uma possibilidade de conflito à fauna silvestre. Eles também podem interferir na dieta de animais, ao confrontar silvestres menores, como tatus e herbívoros, a exemplo de cutias. Além disso, a ocorrência desses animais domésticos pode ser uma forma de contaminação cruzada, ou seja, pegar doenças de ambiente selvagem ou trazer doenças aos animais que vivem ambientes silvestres. Por isso, a ocorrência de animais domésticos em reservas deve ser tratada a fim de controlar o acesso e evitar situações que afetam os animais silvestres nos poucos refúgios existentes.

  Redação   Rodrigo Viana / Instituto Jurumi
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