Tamanduá-bandeira, natureza e biodiversidade!

História • resgate de um atropelamento


História • Já era madrugada, quando a informação do atropelamento de um tamanduá-bandeira chegou, numa das regiões onde estudamos a espécie. Essa informação foi repassada de imediato ao grupamento ambiental para atendimento, enquanto nós preparamos para ir a campo prestar cuidados iniciais até um possível resgate. Rota traçada, consideradas as características locais, seguimos ao destino. Também foi planejado como acessar de forma segura, às margens da rodovia. Fazia frio. Ao chegar, descer da viatura, no local informada, foi possível avistar de longe o que seria o animal. E era ele, imóvel. Ao se aproximar, ainda foi possível ver brilho no olhar, mas nenhum movimento... realizei alguns estímulos, para buscar algum sinal de vida. Então, apalpei a região do pescoço, que ainda se mantinha aquecida, mas não havia respiração, nada. A vida tinha ido embora. Enquanto algum carro passava, examinei o local, anotei informações e pensei ser necessário resgatar, mesmo assim. Esperei uma pausa e então o segurei, levantei e o apoiei nos meus braços, atravessei a primeira parte, me apoiei na mureta e passei até chegar ao veículo, onde tive ajuda para colocar o animal para retornar. No caminho, informei ao grupo de resgate que não havia mais sinais vitais. Ao chegar, segurei o animal novamente até o local mais adequado, fiz mais exames, encontrei mais ferimentos, fraturas. Anotei todos os dados possíveis, previstos nos protocolos do projeto. Permaneci em observação, busquei detalhes e o preparei para transporte. Ao amanhecer informei o ocorrido a quem chegava, ao mesmo tempo que alinhava o envio para coleção, na Universidade. Fizemos os preparativos e, quando possível, ele foi salvo no laboratório para estudos. Era um animal forte, bonito e aparentemente saudável. É também a primeira evidência de atropelamento da espécie nessa região, desde o início dos estudos. 

  Redação   Rodrigo / Instituto Jurumi
  Leia mais   Acesse também Como o tamandua-bandeira se alimenta
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